Cracóvia: como planejar a viagem

Hoje e nos próximos sábados, o Sozinha pelo Mundo começa a contar sobre a Cracóvia, uma linda cidade na Polônia. A Polônia fica na região central da Europa e a Cracóvia não é sua capital, a capital da Polônia é Varsóvia.

Nesse post vou contar como ir do aeroporto ao centro, onde ficar, quantos dias ficar, onde comer e o que comer.

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História

Vou fazer um breve, brevíssimo comentário histórico, baseado no que aprendi por lá.
A Polônia foi duramente atingida pelas guerras mundiais, especialmente a segunda. O país foi ocupado primeiramente pelos alemães, e muito de seu território e seu povo foram dizimados por eles. A exceção foi a Cracóvia! Hitler queria transformar a Cracóvia num tipo de museu. Então a cidade praticamente não sofreu danos durante a Segunda Guerra Mundial.

A Cracóvia também ficou conhecida por ser a terra do Santo Papa João Paulo II. Ele não nasceu na Cracóvia (foi em Wadowice), mas viveu grande parte de sua vida lá, e mesmo depois de ter se tornado Papa, voltava muitas vezes à cidade.

 

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Local onde o Santo Papa João Paulo II costumava se hospedar na Cracóvia

 

A Cracóvia, como toda Polônia, é de maioria Católica, e em 2016 recebeu a Jornada Mundial da Juventude. A cidade que era então pouco conhecida (pelo menos para a maioria dos brasileirso), com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ficou em evidência para o grande público. E esta cidade merece realmente ser conhecida por todas as pessoas, e não apenas por sua beleza arquitetônica, mas também por sua rica história.

 

Basílica Santa Maria, Cracóvia
Letreiro luminoso na fachada da igreja tinha contagem regressiva para JMJ

 

Língua

A língua oficial da Polônia é o Polonês. Mas é fácil se virar por lá com o inglês.

 

Moeda

A moeda usada lá é o Złoty. Como falei no post de Câmbio, considero a melhor opção comprar Euro no Brasil e só trocar por Złoty já na Polônia.

Você precisará de dinheiro para pagar o trem do aeroporto para o Centro. Como eu fiz? Dentro do aeroporto tem caixa automático, então com meu cartão internacional me permite fazer saques no exterior, saquei um valor muito pequeno apenas para cobrir essa despesa.

 

 

Como ir do aeroporto da Cracóvia para o Centro da Cidade?

O aeroporto da Cracóvia fica na cidade de Balice. Os vôos internacionais chegam pelo terminal 1.


Ônibus

Tem um ponto de ônibus do lado de fora do aeroporto, no terminal 1. Encontrei seguindo as pessoas, rs. Mas é facílimo de achar. No ponto do ônibus tem uma máquina para comprar o bilhete. Não lembro se aceitava cartão de crédito, mas é provável que sim. Seria uma outra maneira de pagar o transporte antes de trocar o dinheiro.

Lí que é possível comprar o bilhete com o motorista, mas eu não me arrisco, prefiro comprar antes de embarcar. E guarde bem seu tiquete, porque a fiscalização é intensa. Nesse ônibus, no dia em que cheguei, o fiscal entrou e olhou o bilhete de todos, e expulsou uma turista do ônibus que não encontrou o bilhete para mostra-lo. Vou contar um perrengue que eu passei com relação a isso no post de Varsóvia.

Basta descer no ponto final que fica ao lado da principal estação de trens e ônibus, a Krakow Glowny, e estará no centro da Cracóvia ou Krakow.

 

Trem

Também é possível chegar ao centro de trem. A estação fica no terminal 1, e funciona de 04:24 às 23:24h, com trens a cada 30 min. Basta descer na estação central Krakow Glowny.

 

Taxi ou Uber

Outra forma de ir ao Centro (ou onde você quiser) é usando taxis. Lá tem Uber também. Esta é com certeza é a maneira mais confortável e rápida, e também a mais cara.

 

 

Onde eu fiquei

 

O centro histórico da Cracóvia é bem pequeno. Optei por ficar numa região mais movimentada. Me hospedei no Greg &Tom Beer House Hostel (Floriańska 43). O Albergue fica acima de uma loja de produtos de beleza chamada Hebe.

Este hostel é super bem localizado, fica muito próximo da estação central, e mais especificamente entre o Barbican e a Praça do Mercado. O albergue é super estiloso, tem um bar e restaurante super descolado (e aberto para não-hóspedes). Ganhei um drink (sangria) de boas-vindas, que me fez ficar apaixonada logo de cara.

 

Ul Florianska
Rua do albergue. Barbican lá ao fundo.

 

Preço honesto, animado para quem quer animação, mas não incomoda quem quer descansar. Alguns dias tinha até música ao vivo, mas o barulho do bar não chegava nos quartos. O único barulho que tive de enfrentar foi de um grupo de amigos australianos que estavam no mesmo quarto que eu.

Sem elevador, tinha que subir a mala pelas escadas. Isso é muito comum nos hostels pela Europa. Então, pense bem em que mala vai levar. Falo um pouco sobre como escolher a mala adequada para cada tipo de viagem nesse post.

O único ponto negativo foi meu primeiro encontro da vida com Bed Bugs. Bed Bugs são insetos que infestam os colchões, e picam pra valer. Na verdade eu só senti as picadas, e não consegui ver os insetos, e eu inspecionai o colchão. Ter Bed Bugs não significa que o lugar é sujo, tenho certeza que pensou isso, rs. Mas pelo que li, eles as vezes infestam os hotéis e são super difíceis de eliminar. Eu me queixei na recepção, e me ofereceram mudar de cama no mesmo quarto e me deram novos lençóis. Mudei de cama, e não tive mais problemas.

Sempre bom inspecionar o colchão, suas costuras e dobrinhas, para ver se tem bed bugs. Você pode checar nesse site se o hotel/albegue que você vai teve alguma notificação de bed bug.

Mas este foi o único ponto negativo deste hostel. Voltaria a me hospedar nele sem sombra de dúvidas.

 

 

Quantos dias ficar?

Eu fiquei 4 dias, mas acho que poderia ficar por toda vida de tão apaixonada que fiquei pela cidade.
Achei 4 dias um bom tempo. Conheci a cidade em 2 dias. E ainda fiz bate-voltas até Varsóvia, Wieliczka e Oswiecim (Auschwitz). Vou contar tudinho nos próximos sábados. Não perca!

Rynek Glowny
A Praça do Mercado (Rynek Glowny). Apaixonante!!!

 

 

Câmbio

Como disse mais pra cima e também neste post, entendo que a melhor opção para o viajante brasileiro é levar euros, e só cambiar para Złoty na Polônia.

Na Cracóvia tem casa de Câmbio no shopping Galeria Krakowska, que foi onde uma polonesa que me ajudou a comprar o bilhete do ônibus trocou (ela vinha da Itália para visitar a família). Acho que deve ser um lugar mais seguro, já que ela, uma polonesa e da Cracóvia, fez câmbio lá.

Eu acabei trocando em uma casa de câmbio de rua, indicada pelo hostel. Na rua Sławkowska tem várias casas de câmbio, uma ao lado da outra. Troquei em uma dessas.

 

 

O que tem de bom pra comer na Cracóvia?

 


Paczek

Lembra um sonho, mas com recheio de geléia. Vende nas carrocinhas de rua.


Obwarzanek

Uma rosca gigante, onipresente em todas as esquinas da Cracóvia. Não provei, mas comprei um imâ de geladeira, de tanto que via essa iguaria pelas ruas.

 

Foto:  www.agirlandherfood.com

 


Wuzeka

Esta é uma torta de chocolate com amêndoas e geléia de cranberry. Provei uma, mas não foi excepcional. Deveria ter provado de outro local.

 


Sernik

Um cheesecake assado. Delicioso, pouco doce, do jeito que eu gosto.

 


Szarlotka

Esse é um bolo de maça com creme. Mas essa receita deve ser dos deuses, só pode. O que comi estava de chorar de emoção de tão bom. Esse que comi foi no Bunkier Café.

Szarlotka
Szarlotka do Bunkier Cafe

 


Placki ziemniaczane

Referido como uma panqueca de batata, servido com carne. Pra mim, parecia uma massa de batata achatada e frita. Gostosinho, e só.

Placki ziemniaczane
Placki ziemniaczane

 


Zapiekanka

Meia baguete assada no forno, com cobertura a sua escolha. É uma “pizza” de baguete, rs. A zapiekanka famosa é feita na praça Plac Nowy em Kazimierz (o bairro judeu). Uma delícia! Não perca.

  Zapiekanka
Zapiekanka de queijo e cogumelos. Humm.

 


Pierogis

É um tipo de pastel cozido, com recheios variados. Tem só cozido e tem uns assados também. É igual gioza, ou dumplings.

O melhor que comi foi do Przypiecek (ul. Sławkowska 32), um lugar especializado em Pierogis. Lá tem pierogis cozidos e assados (os meus preferidos). Também tem a possibilidade de pedir com recheios sortidos, de carne, queijo e batata.

Pierogis
Pierogis do U Stasi

 

 

Goulash

Sopa de carne, servida dentro de um pão, acompanhado algumas vezes de batata cozida.
Fiz meu planejamento, e tinha anotado que deveria provar o Goulash do Café Gehanowska (Rynek Glówny 43), mas adivinha o que eu fiz? Não olhei minha planilha.

Goulash
O tal do Goulash

 

No dia que cheguei, já era noite, sai para conhecer a praça central e acabei entrando em um restaurante qualquer. Pedi o tal do Goulash e uma cerveja. Veio linda, dentro de um pão enorme. Quando abri, um cheiro estranho, um cheiro que eu conhecia já e não gostava. Mas não lembrei do que era o cheiro. Bom, cheia de fome, tinha que provar, né?! Quando provei lembrei de que era esse cheiro, miúdos. Urght! Esse goulash tinha miúdos além de carne (não é sempre que tem). Que droga. Comi o que consegui, porque estava morrendo de fome. O que salvou foi a cerveja.

Então fica a dica, se você também não gosta de miúdos. Melhor perguntar se a receita de Goulash do restaurante que você estiver leva miúdos antes de pedir.

 

 

Bar Mleczny, Milkbars ou “Bar de leite”

Esses são restaurantes antigos, que são relíquias do comunismo. Aqui você encontrará a culinária tradicional da Polônia. Com preços baixos, é frequentado pela população local.
Você entra, senta onde tiver espaço nas mesas coletivas, pendura bolsa e casacos em ganchos na parede e espera que a garçonete/cozinheira venha anotar seu pedido. Tudo muito simples.

Fui no U Stasi (ul. Mikołajska 16), um Milk Bar autêntico. Pedi um pierogi, só tinha de carne de porco. Era do tipo cozido, bem pálido, com pouco tempero. Não gostei muito. Mas acho que o que valeu mesmo a pena foi a experiência de conhecer um Bar Mleczny tradicional.

U Stasi
O U Stasi é nesses toldos vermelhos

 

Existem outros pela cidade, como o U Babci Maliny (Szpitalna 38). Mas uma experiência foi o suficiente pra mim.

 

Cerveja

Para os amantes de cerveja, a Polônia não decepciona. E você sabia que a primeira cerveja Pilsen é polonesa? Sim! A Pilsner Urquell é considerada a primeira cerveja Pilsen do mundo. Tem esse nome por ser originada de Plzen, onde foi produzida pela primeira vez em 1842.

 

Mas a cerveja mais comum por lá, a encontrada em todo canto é a Zywiec. Deve ser tipo a Itaipava de lá, mas eu achei fantástica. Detalhe, só vendem cerveja em copos de 500mL ou maior.

 

Cerveja na Rynek Glowny
Tomando meio litro de cerveja e vendo a vida passar. Praça do Mercado (Rynek Glowny).

 

Na Polônia, eles têm um drink o Piwo z sokiem, que é cerveja misturada com suco de cranberry que você toma com canudinho, e fica bom. Mas devo dizer que prefiro a tradicional mesmo.

 

Piwo z sokiem
Piwo z sokiem – cerveja com suco de framboesa

 

 

No hostel que fiquei tem cervejas maravilhosas, polonesas e internacionais.

 

Cerveja em polonês é piwo. E para pedir uma, você diz Jedno piwo prosím (uma cerveja, por favor). E para brindar Na zdrowie.

 

 

No próximo sábado vou contar sobre o centro histórico da Cracóvia. Não perca!!

Dúvidas? Sugestões? Escreve pra mim nos comentários!!

 

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8 comentários

  1. Adorei!! Super tenho interesse nessa parte histórica, principalmente ao que se refere a Segunda Guerra, adoro! Fiquei babando na gastronomia, realmente me surpreendeu positivamente essas gostosuras! Não tinha ideia de que a Polônia tinha tanta coisa que me agrada!! Já estou esperando Varsóvia!

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